7 de setembro de 2009

Confesso [3]

Confesso que ontem, enquanto revivia um passado já enterrado, sofri certas angústias e aflições... Foi revendo uma história que vivi - sem final, por sinal - que temi, mais uma vez, viver mais uma história incompleta... Mas dessa vez não era um medo como os outros... O meu medo era composto de perdas que ultrapassavam o final de um história de amor... o meu medo era imaginar que dessa vez, junto com o sentimento mais nobre existente no mundo - o amor -, iriam se expelir de mim outros sentimentos puros e extremamente necessários para minha continuidade, como cumplicidade, amizade verdadeira, companheirismo... Confesso que de tanto pensar nessas coisas, começo a me acostumar com essa dor incômoda... Será que "doer" é minha sina? Já não basta uma vida inteira de dores internas refletidas em sorrisos falsos e felicidades forçadas? O que sei é que hoje acordei mais forte, hoje eu sei que sou capaz de qualquer coisa - mas qualquer coisa mesmo! - para não deixar de "viver meu presente"... e, se possível, carregando-o para o meu futuro, porque sem ele, eu volto para uma caverna interior que me deixaria em coma profundo, aguardando apenas a morte... Morte? Não exatamente um óbito, com direito a um enterro cheio de pessoas falsas chorando e dizendo coisas bonitas a meu respeito... A morte tem várias nuances, várias faces... Pode-se sorrir estando morto, pode-se trabalhar estando morto, pode-se tudo estando morto, inclusive "viver"!
Sinceramente, não sei o que confessei agora, nesse momento... as palavras saíram soltas, perdidas, assim como eu me sinto... mas sei que estou em um momento de reconstrução do meu ser, sei que dentro de poucas horas posso tomar minha "carga de vida" e voltar a enxergar o colorido de antes, ouvir as belas canções que se foram, enxergar que tenho todos os motivos do mundo para ser feliz... Enquanto isso, olho para o passado e vejo que o que deixei para trás, por mais que tenha doído, ensinou-me a amar certo, ensinou-me a agir de forma correta quando se está feliz... Afinal, se mesmo com dores, sou feliz hoje, é porque um dia sofri para aprender que felicidade não é simplesmente encontrar a pessoa certa, e sim, fazê-la manter-se ao seu lado, sem pressões, sem obrigações, simplesmente por sentir-se bem na sua companhia.

2 comentários:

  1. "Será que "doer" é minha sina? Já não basta uma vida inteira de dores internas refletidas em sorrisos falsos e felicidades forçadas?" [2]

    Às vezes eu também acordo assim, forte, com uma vontade imensa de viver, de não disperdiçar aquele dia, de não me deixar abater por nada que aconteça. Um passado dolorido ensina muita coisa mesmo, minha forma de ver as outras pessoas, as situações, tudo mudou. Mas não sei, o meu "amar certo" de hoje é muito intenso, e me assusto demais com a forma com as que as pessoas costumam se conhecer. A maioria que conheci seguia um estilo diferente do meu. Primeiro o carnal, depois o sentimental. Eu sigo o inverso, e deve ser por isso que cada vez fico mais sozinho. Porém, não mudo. rs
    Abraço

    ResponderExcluir
  2. Muito bom... nossas experiências passadas nos ensinam a viver o futuro.

    Passe em meu blog, e siga-o (assim como comecei a seguir o teu) se assim achar conveniente! Grande abraço, sucesso pra tí!


    http://dougferrante.blogspot.com/

    ResponderExcluir