6 de setembro de 2009

Confesso [2]

[Na foto, o primeiro sol de setembro de 2009, visto do Cruzeiro, em São Thomé das Letras-MG]

Um dia após o "Confesso [1]":
Confesso que hoje acordei com medo... está tão perto de tudo acontecer, tão perto de meu corpo se tornar transparente... e assim, todos poderão enxergar minha alma, suas cores, seus brilhos; ouvir sua trilha sonora... Confesso que o que mais queria na vida era isso... mas agora, tão perto, tão certo... causa medo! Vou embora, é isso que sei, mas pra onde? As incertezas só servem para que eu tenha certeza que as vezes me sinto sozinho e perdido dentro de meu próprio ser... ainda bem que tenho alguém pra dizer "te amo"... mesmo sem ter certeza se esse alguém me acompanha até a próxima parada ou se ele fica enquanto eu parto... Não porque duvido de suas palavras, mas por temer o destino, temer o amanhã, temer as terceiras pessoas do singular e do plural... Confesso que acordei sangrando pelas lacunas da minha alma e não sei se essas feridas se cicatrizarão um dia... só sei que pago o preço, não me permito mais o "não tentar" por medo de "perder"... o máximo que pode acontecer é eu ter que me desintegrar em milhares de partículas e me recompor... mesmo que seja incompleto novamente, como antes do amor invadir meu ser... mas será que, agora, saberia viver incompleto? 

Um comentário:

  1. o meu caso eu acho que é contrário, o tempo tá passando, e eu já não sei mais é se consiguirei um dia viver completo, inteiro, dividindo minha vida com um outro alguém. tenho medo de um dia me acostumar com essa vida vivida pela metade. :/

    ResponderExcluir