[Na foto, eu e o último pôr-do-sol de agosto de 2009, em São Thomé das Letras-MG]
Eu confesso que saí de uma armadura de ferro, que me sufocava... que saí da hipocrisia, das máscaras... confesso que vivi mais de 23 anos para os outros, e vivi meus últimos 5 anos para uma pessoa específica... mas não por amá-la, mas por saber que ela me amava, por saber que eu era amado e poderia manter algumas aparências, era como um troféu que eu possuía... as pessoas admiravam e tinham a certeza de que eu era feliz com aquele "objeto"... mas para mim, era inútil e me causava sofrimento... Eu já não acreditava mais que poderia um dia viver como eu queria, sendo eu mesmo, jogando todas as mentiras para trás, rompendo todas as regras impostas pela sociedade, escancarando para os quatro cantos que eu existia!!! Que eu poderia sim SER EU MESMO! Até que um dia criei forças e deixei de estar no "piloto-automático", fugi do "stand-by" e encarei minha realidade, encarei minha alma... encontrei realmente uma pessoa que me completa, aquela que eu sempre busquei, e que estava mais perto do que poderia imaginar... confesso que ao olhar para ela pela primeira vez foi como um espelho refletindo minha alma... e eu amava tudo que nela doía, porque eu sabia que não sentia aquelas dores sozinho... eu deixei de ser único, deixer de ser monstro... existia mais alguém ali, com as mesmas dores, os mesmos medos, os mesmos sofrimentos... quando me estendeu as mãos, eu apenas segurei, e confesso, encontrei-me comigo mesmo, aceitei que eu não era aquilo que vivi tanto tempo, na verdade, eu era muito melhor, poderia ainda ser melhor... Bastava amar... amar de verdade, sem "porquê", sem "para quê"... amar simplesmente por amar, por sentir-me bem... sem precisar mostrar nada pra ninguém... Confesso que hoje sou feliz, simplesmente por ter me permitido ser eu mesmo: humano...
Nenhum comentário:
Postar um comentário